quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Feliz Natal!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma lenda moderna...

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Zapeando pelos canais de filme me deparei com um filme do diretor Giuseppe Tornatore. Um filme realizado há 10 anos. Segundo sei, trata-se do primeiro dele falado em inglês com artistas americanos. Chama-se The Legend of 1900, também conhecido como A Lenda do Pianista que Viveu no Mar. Trilha composta por Ennio Moricone.

Tal como acontece em Cinema Paradiso (outro filme do diretor e, talvez o mais famoso por aqui), A Lenda.. é pura poesia. Emocionante sem ser piegas, possui trilha que disputa o papel principal com os atores que nele participam. É quase possível dizer que um não sobrevive sem o outro.


O filme não foi lançado em DVD no Brasil ao que parece. Mas está disponível no Amazon.com e pode ser encontrado via  arquivo torrent. Eventualmente é exibido nos canais de filmes por assinatura mas numa versão mais enxuta de 123 minutos (a versão estendida tem 40 minutos a mais).


A historia é em torno da vida de um pianista que foi encontrado abandonado enquanto ainda bebê num navio de passageiros e foi criado pela tripulação. Ele nunca pisou em terra firme. Aprendeu a tocar por si mesmo e expressava  seus sentimentos através da música.


A cena é a descrição do momento em que enquanto grava o que seria o primeiro disco, ele vislumbra pela janela do navio sua primeira e única musa. A música que ele deixa fluir de si quando a vê pela primeira vez é de uma delicadeza que somente Ennio Moricone saberia traduzir.


É puro devaneio.. Acreditem, é um filme que vale a pena fazer esforço para assistir.



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domingo, 14 de dezembro de 2008

Revolution

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Aos 66 anos, Paul McCartney diz que foi o responsável pela politização do conjunto The Beatles. No artigo que comenta entrevista dada pelo artista para a revista britânica “Prospect” a ser publicada em Janeiro de 2009, é reproduzida uma afirmação do ex-beatle dizendo que convenceu Lennon a se opor à Guerra do Vietnã em 1968, quando a banda de Liverpool gravou a música "Revolution". Há controvérsias.

Os Beatles surgem no meio da onda criada pelo “rock n’roll” proveniente da década de 1950. Um “rock” com ritmo e guitarras elétricas tocado por artistas que usavam terno e gravata de início mas que foi conquistando a liberdade de ser. Quando os Beatles surgem no cenário eles ainda usam terninhos. Os Rolling Stones também.

A chamada revolução nos costumes surge dentro do movimento de modernização tecnológica propiciado pelo capital. Arrisco dizer que a TV foi um dos pilares desse processo. O rádio embora dinâmico, não tinha a força hipnótica da TV que ilustrava com imagens o que era falado, debatido, cantado e dançado.

A reconstrução do mundo a partir do término da II Guerra, passa pelas disputas territoriais entre capitalismo e socialismo, afinadas com a necessidade de recuperar, manter investimentos e em funcionamento uma indústria bélica que iria a falência. Guerra da Coréia, Vietnam, Cuba, Guerra Fria.

As famílias americanas, européias e de algumas outras partes estavam traumatizadas com o fim da guerra, tinham de lidar com início de outra. Ficou para os filhos o papel de contestar, já que aos pais cabiam o papel de mantenedores da célula social.

Esta revolução social que culminou com o movimento “hippie” em meados dos anos 1960, veio como um rolo compressor e, de uma certa forma, ainda gera conseqüências. O “rap” e o “hip-hop” estão aí para quem precisar de comprovação.

Paul McCartney está errado. A politização dos Beatles e dos demais grupos e artistas é resultado de forças muito maiores. Sob esse aspecto, John Lennon teve mais sensibilidade e atitude, tanto que foi embora mais cedo.

Esse Paul...
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Drops

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E o Vasco foi para o segundo grupo...

Há muitos trabalhos que se propoem a analisar os sucessos e fracassos de empresas nos mais variados setores da economia. O esporte é um deles. E o futebol, como um dos mais populares no ocidente, movimenta bilhões.

Não sou torcedor do Vasco e nem mesmo um "expert" nas questões que envolvem administração de entidades desportivas, mas, como administrador eu ficaria curioso em estudar o caso do São Paulo. Evidente que as soluções a serem aplicadas não podem ser as mesmas, mas é preciso modernizar, desembaraçar, erradicar o atrazo e evoluir.

No caso de uma empresa cujos resultados tem sido desastrosos, a mudança implica na participação de todos, do faxineiro ao corpo diretor. É uma questão de sobrevivência!

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Cariocas perdem amigos mas nunca uma boa oportunidade... esta eu acabei de receber:

Novos patrocinadores do Vasco da Gama:

a) Rayovac: para acender a lanterninha.
b) Philco: para melhorar a imagem.
c) Volkswagen: para aprender a fazer gol.
d) Toyota: para sair da lama.
e) Igreja Universal: porque só Deus salva.
f) Vale do Rio Doce: porque só leva ferro.
g) Nestlé: só toma chocolate.

Você sabe por que os vascainos não podem ler o jornal "O Globo"aos domingo?
R: Porque domingo é dia de classificados.

É... a coisa está feia.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Adagio

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A música ficou popular a partir da memorável cena em que William Dafoe no filme Platoon é atingido por balas inimigas, mas ela já era conhecida por conta de sua beleza e transcendência.

A versão aqui apresentada é pela Orquestra da BBC regida por Leonard Slatkin em transmissão ao vivo do Albert Hall em Londres no dia 15 de Setembro de 2001, 4 dias após o fatídico atentado ao World Trade Center em New York.

Momento especial para reflexão...
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domingo, 7 de dezembro de 2008

Planetas, sistemas e cometas...

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Por mais que alguns teóricos insistam, ninguém tem idéia do tamanho do Universo. Sabe-se que o gigantismo dele permite e existência de estrelas bem maiores que o nosso Sol, de sistemas igualmente grandes com planetas, buracos-negros e uma série de corpos celestes (cometas, etc).

Certa vez li um texto, destes que são distribuídos pela Internet, cujo tema era amizade e como ela se insere em nossas vidas. O texto utilizava-se do simbolismo da astronomia e astrofísica para explicar as etapas de nossa existência e reservava à questão das amizades a representação de um cometa. Portanto, dentro das possíveis classes de amizade, uma delas seria passageira, como um cometa.

Minha vida como a de muita gente, portanto, está repleta de cometas. Os cometas do bem, passam pela nossa vida e deixam a imagem bonita de sua passagem que normalmente relacionam-se a breve aparição de luzes no céu que ficarão registradas em nossa memória. Os demais, estariam ligados a ocorrências pertrurbadoras, negativas e que deixam cicatrizes.

Pode-se dizer que por conta da altitude, Brasília, então mais próxima do céu, está sujeita a uma maior aparição de cometas. Nestes anos que vivo na cidade, tive oportunidade de confirmar isto. Na verdade, embora já possua uma boa base populacional, percebe-se que a população local vivencia uma experiência única de vida em universos paralelos. O outro estaria ligado a uma população flutuante sujeita a "mudanças solares" em intervalos de 4, 6 ou 8 anos.

Por conta disso, as relações a princípio são superficiais de início. Até que se tenha certeza de que a pessoa vai ficar de verdade na cidade, todo e qualquer investimento afetivo é solenemente protegido.

Tenho um exemplo pessoal a respeito. Uma pessoa que se dizia amiga desde que cheguei, que me enchia de elogios, ao saber de meu desligamento do trabalho e possível retorno ao Rio, não foi capaz de dar uma telefonema para perguntar se estou bem ou se preciso de algo.

Não sou santo. Posso imaginar que em algum momento eu tenha decepcionado esta pessoa. Provavelmente porém, nunca vou saber o que teria sido pois tudo sempre permaneceu escondido, protegido, evitando-se talvez um desgaste afetivo maior.

Tudo o que foi vivenciado até aqui, seguirá enfim o curso do rio e certamente vai desembocar e permanecer no meu mar de lembranças.

Os cometas, por sua vez, continuarão cortando o céu com suas cores e luzes...
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domingo, 23 de novembro de 2008

Há vida em outros planetas?

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Acho que foi em Maio (talvez final de Abril), no ano de 2002, que vi um anúncio nos classificados de jornal oferecendo oportunidade de trabalho para minha área de atuação em Brasília.

Conhecia Brasília de passagem. Meu primeiro contacto com a cidade acho que foi em 1977 (um ano antes ou depois não lembro bem). Minha tia morava na cidade e sofreu um acidente que a impossibilitou de andar por uns tempos. Solteira e morando só me prontifiquei a fazer as vezes de acompanhante.

Achei a cidade linda. O céu, de um azul deslumbrante. A luz solar de um brilho que nunca vira antes. A sensação de espaço era inédita, tanto que na primeira vez que vi a esplanada dos ministérios achei que estava diante de uma cidade do Egito antigo... não por conta da arquitetura dos prédios, mas por conta da planta, da localização, do planejamento. Acho até hoje que Niemeyer e demais engenheiros devem ter sido construtores de cidades e templos na antiguidade.

Estive em Brasília em outras ocasiões. Havia um desejo secreto de viver na cidade, então porque não? Era um lugar diferente de todos os outros que já havia conhecido. Um outro planeta. Mandar meu currículo era o mínimo que podia fazer. Tenho um bom histórico profissional, portanto, lá no fundo sabia que seria selecionado.

Cheguei aqui trazendo apenas roupas e alguns livros (em Julho de 2002). Fiquei durante ano e meio morando num apart-hotel achando que não me adaptaria, quando finalmente resolvi investir em montar um apartamento.

Conheci um bom número de pessoas. Ajudou muito o fato de, ao chegar, ter dois amigos que moravam no Rio e que já tinham vindo para a cidade algum tempo antes. Através deles acabei conhecendo parte da “fauna” local (no bom sentido).

Já se passaram 6 anos e quatro meses. O que mudou de lá para cá? Quais as perspectivas de futuro?

(continua..)
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sábado, 8 de novembro de 2008

Gladiador

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Um bom filme com uma trilha sonora dificil de esquecer...
Aqui, foi feito um remix eletronico com imagem e som que ficou bem feito...
Bom domingo a todos!


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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

História.. Estórias..

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Dia 04 de novembro de 2008. Histórico. Barack Obama é a representação de que os EUA já não são os mesmos. Que além dos branquelos e louros, é país ocupado por representantes de todas as demais raças e culturas. Imagino o choque dos conservadores. Trata-se do maior percentual de comparecimento às urnas desde 1908. Resta saber quanto tempo vai levar para que percebam que o mundo não é apenas deles, mas que pertence a todos.

Em tom de brincadeira nosso Presidente, disse que a vitória de Obama foi tão espetacular, que dava impressão de que ele fosse corintiano... Os rubro-negros devem contestar, afinal o tipo físico do novo presidente americano está mais pra urubu flamenguista do que para gavião da fiel, mas... gosto é gosto...

Enquanto pensava nisto na volta do almoço para o trabalho, na rua, sou parado por uma moça. Apresentou-se como cantora/instrumentista e estava vendendo dois CDs gravados por ela. O acabamento das capas dos CDs era de gráfica. Cobrava R$ 20,00 (vinte reais) por cada um. Não se trata de recusar ajuda a um novo artista, mas achei o preço caro e, o tipo de proposta meio estranha. Você compraria um CD de um artista com músicas de própria autoria que você nunca ouviu falar, sem ao menos ter ouvido amostra do trabalho?

Esta situação me lembra história narrada por Carlos Scliar, artista plástico com quem tive grata oportunidade de conversar algumas vezes. Ele contava que no início, fazia trabalhos e simplesmente os dava para algumas pessoas que para ele seriam chave, que gostassem de sua obra. Essas pessoas tratavam de passar suas impressões para outras. Enfim, a famosa divulgação boca-a-boca. Obviamente os tempos eram outros. Naquele tempo, alguns conceitos e termos nem existiam. No caso da música popular, o caminho para a consagração de músicos eram programas de calouros das rádios. Havia participação do público, que votavam e torciam por seus eleitos.

No Brasil, alternativas de divulgação são restritas. É preciso ter grana! Com a quebra da hegemonia dos esquemas das grandes gravadoras por conta da pirataria dos CDs e do mp3, o caminho mais lógico seria a Internet. O comércio de músicas pela rede tem sido base de sustentação de gravadoras e artistas. Isto é ruim. O mp3 e outros sistemas de compressão não retratam com boa fidelidade o espectro do som. Alguns críticos falam isso do próprio CD. É só ouvir um CD ou um vinil pra sentir a diferença.

O fato é que a ganância das gravadoras propiciou o crescimento da pirataria. Não faz muito tempo, comprar o último CD do seu artista predileto significava o desembolso de R$ 40,00, ou seja, 10% de um salário mínimo!

Foi-se o tempo que vida de artista podia ser traduzida como uma bela valsa vienense de Strauss. Sob esse aspecto, mesmo na época dele e em outras, o que não faltou era artista morrendo à míngua que, entre o feijão e o sonho, havia escolhido o último.

Falar em sonho, o Presidente do Quênia, terra de antepassados recentes de Barack Obama, já disse que a eleição vai aumentar o fluxo turístico para aquele país. Fala sério... O Quênia tem coisa muito mais interessante pra se visitar! O Obama nasceu no Havaí, portanto, é americano e, se for igual aos demais compatriotas, é capaz de achar que o Quênia fica em algum lugar da Floresta Amazônica, ali, ao lado da Índia.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Gatos...

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Um amigo mandou este filme como colaboração pro blog.
Muito legal.. espero que gostem..
O Zen (gato de uma amiga) é que não vai gostar muito... rsrs


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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Morrer na praia..

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Pois é. O moço correu e ganhou, mas não levou. Não levou o título de campeão da temporada, mas ganhou o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Por 500 metros disse o jornal. Acontecimentos assim costumam gerar pequenas lendas. Segundo um colega de trabalho, “tava tudo combinado”. Pode ser... mas terá sido por uma boa causa, afinal Hamilton como afro-descendente torna-se além do mais jovem, o primeiro representante da raça a conquistar um título mundial do circuito.

Pronto! Lá se vai mais um factóide... ;-)

De fato mesmo, a temporada de Fórmula 1 deste ano pode ser vista como a que a equipe Ferrari mais cometeu erros que acabaram por prejudicar o Felipe. Não era nem para ele ter chegado aonde chegou. Ser o segundo nessas condições é praticamente assumir o papel de herói.

Este final de semana também teve Maratona, desta vez em New York, EUA. Marílson, um brasiliense, ganhou a prova – pela segunda vez. Um feito e tanto que merece ampla comemoração. O jornal fala em grande recuperação, já que a performance do atleta na Olimpíada em Pequim fora um fiasco.

Às vezes, a derrota pode ser transformada no combustível necessário para a vitória na próxima prova. Isso acontece com certa freqüência. Histórias de superação são freqüentes no cinema. É maravilhoso pensar que o ser humano tem as ferramentas necessárias para não se deixar afogar e, os demais, no fracasso. Ainda assim, alguns se entregam. Estes vivenciam a falta de perspectiva de futuro. À ausência de afeto e finalmente, de vida.

Difícil querer saber o que determina uma atitude ou outra. É também uma questão de abandono. O sentir-se abandonado, sozinho, no meio do oceano num bote salva-vidas é praticamente uma sentença de morte em vida. O fundo do poço.

Na falta de um apoio, outros aparecem. Alguns com intenções de oferecer através do uso de drogas, o alívio da dor. Ao vínculo e dependência que se aprofunda cada vez mais, se junta o abandono de si mesmo e finalmente da vida. O caminho da escuridão que, dependendo da profundidade, não tem volta.

Então, morrer na praia é na verdade o momento chave para o repensar. À mágica da recriação, da recolocação de rumo e de reinvenção, se contrapõem os caminhos tortuosos que levam à ausência de futuro. No campo da religiosidade, seria a chance de ressurreição. Na mitologia, o renascimento da Fênix. O contraponto seria a danação de Prometeu, acorrentado a dores eternas pelo roubo do fogo dos deuses para usufruto do homem.

O bom de se reinventar é o resultado. Da reconstrução de casas derrubadas pelo vento, surgem casas reforçadas, com bases mais fortes, prontas para novas "reformas" que poderão ocorrer, afinal, falamos de vida. Entregar os pontos é o nada, o limbo.

No final, é uma questão de arbítrio.
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sábado, 1 de novembro de 2008

Paul Simon e Olodum

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Paul Simon, ex-parceiro do Art Garfunkel, gravou um album com participação do Olodum..

Uma das músicas, The Obvious Child, foi sucesso internacional, graças ao som do grupo brasileiro.

Aqui, temos uma apresentação de Paul Simon com parte do grupo Olodum no Central Park em New York ocorrida em 1991.

Adoro este som!
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

De grão em grão...

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Estamos em tempos trágicos. A roda da fortuna emperrou e, desde então, muitos perderam empregos enquanto outros apenas perceberam o tamanho do rombo em suas economias e não sabem ainda o que fazer. A sensação de desmoronamento intensifica a chama da sobrevivência e as pessoas que não apreendem o que acontece terminam por tomar atitudes desmedidas das respectivas conseqüências. É uma reação dominó. É hora de parar e repensar o projeto.

O problema é que o processo de reavaliação custa caro. Decidir o que vai ser cortado e o que fica, muitas vezes pode significar algumas decisões difíceis, outras, nem tanto. De qualquer forma, crescemos aprendendo essa lição, a lidar com nossas escolhas. É um processo sem fim. O tempo, figurativamente falando, acaba agindo como balizador de nossa capacidade de investimento.

No economês arcaico, tempos de riqueza, significam capacidade de investimento. Tempos difíceis, a grosso modo, significam investimentos direcionados apenas para garantia da subsistência. Nos projetos pessoais, eles se iniciariam na formação do caráter, do conhecimento de forma a estarem totalmente implantados na vida adulta e, aos poucos, revisados para propiciar uma velhice honrosa.

São inúmeros os fatores que contribuem para o sucesso ou fracasso de nossos projetos pessoais. A capacidade que cada um tem de vislumbrar os próximos passos e movimentos são importantes, mas não tanto quanto a energia que cada um terá de despender para satisfazer os desejos embutidos em cada um dos múltiplos projetos em andamento.

Proporcionalmente, à medida que a energia vai deixando de ser abundante, a relação custo-benefício vai aumentando de importância. A pergunta “será que vale a pena investir?” passa a ser uma exigência cuja resposta a um investimento, pode se tornar um prêmio ou uma condenação. Vejamos o caso de relacionamento entre uma pessoa madura e um jovem adulto. No balanço das energias, quem tem mais a perder será a pessoa madura no caso de um fracasso, já que o tempo de “estaleiro” será maior e mais dispendioso (dependendo da pessoa).

Outro ponto a considerar, a capacidade de recuperação frente a um ou mais investimentos fracassados, sejam eles econômicos, afetivos, ou ambos. No caso de pessoas que tiveram oportunidade de desenvolvimento adequado, os mecanismos de defesa são acionados e a “energia” é redistribuída, evitando a chamada “explosão”. Isto não acontece nas pessoas menos orientadas em relação aos fatos da vida. Não há redistribuição energética e o acúmulo desordenado acaba levando a uma pane do sistema. Então começamos a perceber casos de pessoas que explodem em fúria, que assassinam seus entes queridos, que adoecem de tal forma que perdem o contacto com a realidade, ou mesmo fecham-se como ostras, isolando-se do mundo ao redor.

Fisiologicamente, a capacidade de recuperação orgânica a uma agressão é freqüentemente medida a partir de como o corpo foi formado em termos genéticos e posteriormente alimentado. Mentalmente, está na capacidade compreensão do que acontece ao redor e do entendimento sobre si perante este mundo no qual está inserido. A idéia do sofrimento orgânico e mental é experiência pessoal única. Na há como medir sua real intensidade, apenas seus efeitos.
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domingo, 31 de agosto de 2008

O Tempo que resta...

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Esperar...

Enquanto espero, penso.. nas coisas que esperei... nas pessoas que não vieram.. na vida que nunca consegui ter... alguém pensou nos sonhos?

Já não posso continuar esperando por muito mais tempo. Este, parece estar correndo cada vez mais rápido.. Não consigo acompanhar o ritmo.. Falta oxigênio, faltam músculos, resistência...

Vale a pena esperar? Seria mais honesto deixar tudo de lado e aceitar que o sonho acabou?

A falta de perspectivas e as dúvidas me assombram.

Não dá pra agir diferente. Sempre custei a me entregar ao que sinto. Sempre resisti. Por outro lado, quando me entreguei, mergulhei fundo. Tão fundo, que ficava paralisado. E a paralisia as vezes me aproximava do inferno, pois o mergulho, a entrega, ao invés de trazer a paz, carregava a mágoa, a decepção, o sofrimento.

Agora... hoje... vai ser diferente?

Tenho medo. Medo de que isto seja mais um deja vu. De que mais uma vez tenha me deixado levar pelo sonho e que as asas de Icaro estejam se derretendo.

Esperar, aguardar, ter esperança.. é o que resta!
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terça-feira, 29 de julho de 2008

Aviso aos navegantes...

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Crise total.
Os problemas do mundo continuam os mesmos, eu é que ando sem pique pra deixar registros... Espero superar isto em breve...
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ouvir, sentir, viver..

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Um dos meus pequenos prazeres é ouvir música. Não é fazer música (no sentido literal) ou tocar algum instrumento, mas apenas ouvir. Imagino que herdei isto de meus pais. Quando pequeno ficava fascinado com o som que saía de uma determinada caixa logo depois de um objeto circular preto ser colocado num aparelho. Eram sons bonitos, harmônicos e gostava de quase todos que eram produzidos por aquela caixa misteriosa. Lembro de um que eu não gostava. Era um disco de 10 polegadas de um cantor italiano de nome Luciano Tajoli com músicas italianas. Numa delas, surgiam ruídos parecidos com dois disparos de revolver. Hoje, imagino que deveria ser alguma canção de teor passional, bem ao gosto do machismo italiano da época (década de 1950).
Muito cedo me acostumei com o som de instrumentos latinos provenientes de boleros, tangos, choros, xotes, marchinhas, rumbas, cha-cha-chas. Xavier Cugat, Edmund Ross, Perez Prado, Machito, Românticos de Cuba, Fafá Lemos, Altamiro Carrilho, Pixinguinha. Eram músicas movimentadas, alegres, que ainda me deixam feliz.
Uma variedade de sons, do clássico ao popular, participou de meu dia-a-dia. Houve época que só conseguia estudar, ler ou escrever se estivesse ouvindo alguma música. Pode parecer estranho, mas até mesmo para me concentrar em alguma tarefa, a música era necessária. Cresci mantendo este hábito. Tenho muitos CDs, fitas k-7, discos de vinil, inclusive alguns que eram de meus pais que guardo e ainda ouço de vez e quando.
É ótimo perceber que nossa vida de alguma forma possui ritmos que podem ser comparados a gêneros ou músicas específicas, mesmo em seus aspectos trágicos. A música seria a manifestação de uma quarta dimensão em nossas vidas. Uma dimensão de profundidade e tradução da alma de cada um.
Inté!
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quixote

Estamos sempre na busca de culpados por nossas tristezas e frustrações. Não é fácil reconhecer e admitir nossa própria participação nestas situações. O que pode estar querendo uma pessoa que vai no Rei do Bacalhau e pede um filé mignon com batatas fritas?


Hoje, quarta-feira, ainda não consegui definir sobre o que escrever no blog. Estes dias tem sido prolíficos em temas e acontecimentos, principalmente quando se trata de ocorrências policiais. Pode parecer cruel, mas no fundo, penso que tudo o que está rolando nos noticiários, tem um pouco de nossa contribuição.


Vivemos num ambiente de democracia. Se o Rio de Janeiro tem um Secretário de Segurança que manda atirar primeiro pra perguntar depois, é preciso reconhecer que quem o colocou no posto foi o governador que teve maioria de votos na última eleição. Se o Senado tenta criar 97 vagas de assessores parlamentares com salários de executivos de empresas, não há como negar que os senadores que fizeram a proposição e quase conseguiram, foram votados pelo povo.


Talvez estejamos um tanto cansados de promessas vãs e, por conta disto, decidimos ignorar nossas aspirações de um mundo melhor.


Até quando?

domingo, 13 de julho de 2008

Coisa de gatos

Embedded Video

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Uma cena para lembrar.. alegre, divertida e sexy... rsrsrs

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Frase do dia

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Se você tem dinheiro, mas uma boa grana, mantenha o Presidente do Tribunal acordado até tarde, que ele te solta.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Quo vadis?

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A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (Art. 196 da Constituição Federal).

O Estado tem-se mostrado incompetente no assunto. Insípido na gestão e implantação de ações que atendam o princípio constitucional. O fracasso é justificado por alegações como insuficiência de recursos, utilização indevida dos que existem, falta de empenho político dos administradores municipais, entre outros.

Certa vez, criou-se imposto como forma de solução para chegada de recursos de saúde à população. Apenas pequena parcela deste imposto chegava à ponta carente da cadeia sob forma de serviços. Como resultado, em 2008 tivemos o recrudescimento da Dengue, o retorno triunfal da Febre Amarela à área urbana, a elevação nos índices de mortalidade infantil por infecção hospitalar, de adultos nas filas de transplantes e, por falta de assistência adequada em emergências.

No encerramento do curso de Microbiologia e Imunologia ministrado no segundo ano da minha graduação médica, há exatos 30 anos, Constante Ramos Garcia (o professor) lembrou que a sobrevivência do bicho homem dependia apenas de uma grande doença infecciosa da modernidade que, por acaso não era causada por bactérias ou vírus, mas que tinha poder destruidor muito maior. A causa podia ser descrita por 4 letras, duas vogais e duas consoantes, que juntas são capazes de mostrar o nível de desenvolvimento de uma nação. Ele falava da fome. A fome.

A fome, que devidamente cultivada, deixa a violência, a subserviência, a incapacidade de entendimento do mundo, como sementes espalhadas pelo solo desgastado de uma humanidade que parece ter esquecido como a terra deve ser cuidada, bem arada, de como as sementes são selecionadas e tratadas.

Esse ano tem eleição... alguém se importa?

Espero que sim!
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Chamando o jurídico!

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O que nos espera quando a idade avança e nos aposentamos?

Minha mãe por exemplo, trabalhou, fez mestrado, trabalhou, aposentou e, com a Medida Provisória 431/2008 teve redução nos vencimentos dela de algo em torno de R$ 1000,00 (hum mil reais), isso, contando com o fabuloso aumento que o governo deu aos funcionários.

O governo federal que diz ser a favor dos trabalhadores mostra suas garras pro pessoal errado. Deveria mostrar pra outros. Tem tanta gente roubando do povo por aí...

Enfim, vamos pro advogado e pros tribunais.

Pode ser que ela não esteja mais aqui se ganhar a causa, mas com certeza a justiça divina vai saber punir os culpados.
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sábado, 5 de julho de 2008

Coisas que valem a pena rever - I

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Cena do Filme Shall We Dance com Richard Gere, Jennifer Lopez e música pelo grupo The Gotan Project.


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Hermético

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Bom... Considerando acontecimentos atuais, recorri ao Aurélio:

PAPEL

[Do gr. pápyros, pelo lat. papyru e pelo cat. paper.]
S. m.

1. Pasta de matéria fibrosa de origem vegetal, refinada e, quando necessário, branqueada, contendo cola, carga e, às vezes, corantes, a qual se reduz, manual ou mecanicamente, a folhas secas finas e flexíveis, bobinadas ou resmadas, us. para escrever, imprimir, desenhar, embrulhar, limpar e construir.


2. Folha de papel escrita: Este papel é a minuta do requerimento.


3. Parte que cada ator desempenha no teatro, no cinema, na televisão, etc.


4. A personagem representada por um ator: O papel de Hamlet não foi bem interpretado.


5. Atribuição de natureza moral, jurídica, técnica, etc.; desempenho, função: O papel dos pais é apoiar os filhos; "O papel do advogado é.... valorizar os argumentos da causa que lhe foi entregue." (Barbosa Lima Sobrinho, Presença de Alberto Torres, p. 59).


6. Dinheiro em notas.


7. Econ. Qualquer documento (ações, títulos de crédito, etc.), em geral negociável, que representa um valor; título, valor: Este papel está muito valorizado; "Cresce demanda por papéis brasileiros no euromercado." (Gazeta Mercantil, 26.8.1993).


[Pl.: papéis. Cf. papeis, do v. papar.]

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Não fez.. levou!

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O assunto da manhã foi o jogo.
O Fluminense morreu na praia. Correu, lutou, mas não conseguiu.
Tentando ignorar que o juiz era argentino (até para não ser acusado de xenofobia), a arbitragem cometeu falhas que, em minha opinião, prejudicaram o andamento do jogo.
O time do Fluminense não estava em condições físicas ideais. Era visível a perda de fôlego no final da partida. Teriam gás para a prorrogação?
O time do Fluminense não teve sangue frio suficiente na disputa dos pênaltis. Talvez tenha faltado treinamento em pênaltis como o Parreira e Zagalo sempre se preocuparam em fazer enquanto comandavam a Seleção Brasileira.
Não foi um jogo bonito, afinal era uma final e todos (de ambos os times) estavam nervosos. Mas não dava pra esperar muito mesmo. Se fizessem mais do que fizeram, seria o jogo dos deuses.
A torcida foi irretocável. Vibrou, cantou, empurrou o time e, mesmo no final, ao que parece, chorou com classe.
Futebol tem dessas coisas de paixão. Não dá pra ser diferente.
Parabéns a todos.
Uma vitória assim pede forra!
Jogo é jogo!
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Onde está Wally?


O fumo vicia. O álcool, drogas e seriados da TV também.

Semana passada, o Lei e Ordem – Unidade de Vítimas Especiais exibiu episódio com participação especial de Robin Williams (ótimo ator por sinal). O papel dele era de um cidadão que perdeu esposa num trabalho de parto que complicou por erro médico e, por isso, vingou-se induzindo psicológicamente o médico ao suicídio.

Em determinado momento ele inicia um movimento de rebeldia civil contra a passividade do ser humano diante do sistema. Um movimento pacífico.

A questão da passividade civil diante das instituições e da injustiça é tema recorrente nos mais variados meios de comunicação dirigidos a todas as idades. Ao mesmo tempo em que busca alertar para a questão da passividade, ela lembra que é preciso seguir os trâmites legais. Mas, e quando há imperfeições no sistema? São em momentos como estes, que surgem as pessoas que fazem a diferença; os heróis das fábulas contemporâneas.

Os heróis estão presentes em todas as culturas. Às vezes não possuem as qualidades físicas ou virtudes clássicas (os anti-heróis) do papel clássico, mas um jeito ou de outro deixam sua assinatura no livro do destino de pelo menos uma pessoa.

Na parte final do episódio, um dos policiais é submetido a um teste. Um terrível teste. Ao final do teste, no qual ele se recusa a “torturar” sua parceira, o personagem de Williams parabeniza o policial: - “Parabéns! Você é um ser humano!”.

No Rio, um policial que atua na proteção de uma promotora pública cometeu um excesso que acarretou na morte de um rapaz da alta classe média carioca. Espera-se que o sistema apure os fatos de maneira correta e eficaz.

Recentemente, o excesso veio de membros do exército.

A impressão que fica é de que aos poucos estamos cada vez mais cercados por excessos.

Até quando?

.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Caminho seguro

Dos vários caminhos que estão sendo construídos em torno da questão da AIDS, uma notícia promissora publicada no site da Folha Online:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u417338.shtml

É isto por hoje.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lei Seca

A polêmica em torno da chamada Lei Seca tem sido o assunto dos últimos dias. Dirigir alcoolizado sempre foi agravante em casos de acidentes e acho que deve continuar sendo. No resto do mundo temos exemplos de leis que penalizam o motorista alcoolizado quando pego em flagrante. Um motorista neste estado é, de fato, uma bomba ambulante. O que a lei propõe é que uma pessoa normal, indo a um bar, confraternização com amigos, uma festa de casamento ou qualquer outra atividade social, se abstenha de consumir bebida alcoólica uma vez que está como motorista.

Problema mais sério que isto, no entanto é o consumo de álcool. O álcool como substância química, tem ação que ao longo do tempo, uma vez consumido com regularidade, cria um estado de dependência. O alcoolismo é doença. Está classificado no Código Internacional de Doenças no grupo de Transtornos Mentais e Comportamentais devidos ao Uso de Substância Psicoativa. Há uma variedade de níveis de comprometimento do organismo frente o consumo de álcool.

Ser responsável significa possuir capacidade de responder pelos próprios atos ou, em última instância, pelos atos dos outros. Enfim, um cidadão comum deve ser capaz de decidir sobre seus atos. Nos casos de dependência, invariavelmente há uma priorização ao uso do álcool em detrimento de outras atividades e obrigações. Por outro lado, dependendo da quantidade consumida, tem-se também a ação relacionada a capacidade de “liberar”, de conferir tranqüilidade, de quebrar estados de ansiedade e estresse muito comuns nos casos de “aborrecimentos” no trabalho ou em “primeiros encontros” com possíveis candidatos (as) a namoro.

Ao proibir o motorista de dirigir quando consome mais de 3 bombons licorosos, o Estado tira dele a capacidade de decidir sobre si. Este tipo de intervenção, a princípio, seria possível apenas em casos de emergência nacional, catástrofes ou guerras. Por mais que o álcool seja capaz de produzir acidentes sérios nas estradas, a lei não resolve a calamidade pública maior que é o consumo indiscriminado, alardeado em propagandas de cervejas e destilarias.

Uma lei não resolve o estado de torpor de uma nação.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Horizonte perdido

Quando Cabral chegou por estas terras, estima-se que a população nativa estava entre 5 e 6 milhões de aborígines ou índios, que é o termo consagrado aos indivíduos pertencentes a qualquer um dos povos das Américas.

Segundo a FUNAI, conforme declara em seu portal, hoje no Brasil vivem cerca de 460 mil índios, distribuídos entre 225 sociedades indígenas, que perfazem aproximadamente 0,25% da população brasileira. Em abril de 1999, a estimativa ficava em torno de 325,6 mil.

Tenho o hábito de usar os serviços de um engraxate que tem cadeira no Setor Bancário Sul. Da cadeira, vejo de frente um dos edifícios sede do Banco do Brasil. Bem a meu lado direito há um comerciante de relógios populares e uma barraca de frutas, além do movimento constante de pessoas que entram na Galeria dos Estados que une o Setor Bancário com o Setor Comercial Sul.

A notícia da primeira página do jornal de hoje é sobre o brutal assassinato de uma índia adolescente. Enquanto engraxava o sapato, a conversa das pessoas próximas especulava sobre a autoria do assassinato. Teria sido o homem branco? Alguém especulava que poderia ter sido algum outro índio, já que algumas tribos teriam o costume de matar os seus adoentados sem chance de recuperação e improdutivos por uma questão de sobrevivência.

Os requintes de crueldade encontrados no corpo da vítima contradizem a segunda tese. Uma execução “piedosa” seria rápida, quase indolor. Há um ritual a ser seguido, que confere um aspecto de dignidade ao ato, segundo a crença indígena.

Brasília foi palco de um outro assassinato de índio. Anos atrás filhos da classe dominante atearam fogo no índio pensando que este era na verdade um mendigo bêbado.

Em pouco mais de 500 anos, milhões desapareceram enquanto os “brancos” se multiplicaram, ocupando terras e alterando a “ordem natural das coisas”.

Nos continentes do planeta, as histórias de conquistas também ficaram marcadas pelas ações genocidas de conquistadores. A herança cultural de muitos povos foi perdida ao longo dos séculos.

Acredito na evolução. Acredito que o processo evolutivo, inclui o desaparecimento de forma natural daqueles que não conseguem se adaptar às novas condições que vão se apresentando.

O ser humano já foi um bicho selvagem. Foram precisos alguns milênios para ele se tornar menos selvagem.

Quando vejo notícias como a de hoje fico abatido, pois constato que ainda falta muito para voltarmos ao paraíso.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Os direitos e esquerdos*

Já faz algum tempo... desde a criação..
O mundo dividiu-se em direitos e esquerdos.
Os direitos eram maioria,
os esquerdos falavam dos direitos...
nunca se entendiam...
Porém, enquanto idéias trocavam,
outros se entediavam e escolheram o centro
aumentando a confusão..

Então um dia chegou um estranho e falou de religião..
falou de fome, miséria, escondendo ambição
criou fazenda, comunidade e resolve por fim
distribuir cimento vermelho pra população.

Direitos e esquerdos que nada entendiam,
tomados de espanto concluem...
basta de confusão!
ordem no latifúndio!
Que cimento que nada...
Um triangulo não tem 4 lados,
Viva o triângulo!

O centro agradece...

(*) levemente inspirado na obra Cimento Social de autor a confirmar

sábado, 21 de junho de 2008

Matando saudades..

Não tenho muito o que dizer. Minha mãe chegou hoje do Rio de Janeiro e estou aproveitando para matar saudades. Enquanto isso, recomendo leitura de uma entrevista publicada na edição da Folha de São Paulo deste sábado. O link é:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2106200801.htm

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O Exército na ordem do dia

Não li os detalhes sórdidos. Basta-me a idéia do ocorrido.

Soldados do Exército “entregam” à quadrilha rival 3 pessoas de outro grupo. As 3 foram torturadas e mortas. Corpos desovados num lixão.

O pior foi a declaração “O Exército não está preparado para lidar com situações civis”.

O que significa isto? Fala sério!!!

Me lembro de propagandas das Forças Armadas por conta da obrigatoriedade do Serviço Militar. “Alistar-se é exercício da cidadania”. Ora, sendo exercício é então parte de um aprendizado. O que se aprende no Serviço Militar? O que se aprende de cidadania no Serviço Militar?

Os soldados que fizeram isto serão punidos mas, o pior para mim foi a declaração. Não nego que seja necessário aprender táticas de guerra e de combate à guerrilha. O que dizer de matérias como ética e cidadania? Qual o conteúdo que vem sendo aplicado na formação de nossos valentes soldados?

O resto... bom o resto é coisa de campanha eleitoral...

terça-feira, 17 de junho de 2008

De uma amiga para o mundo...


O tempo..


Primeiro veja a animação...



Demais né?
Não precisa mesmo de palavras...

TUDO TEM SEU TEMPO...

Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito.
Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou;
Há tempo de adoecer e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de edificar;
Há tempo de chorar e tempo de rir;
tempo de prantear e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar e tempo de perder;
tempo de guardar e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar e tempo de coser;
tempo de estar calado e tempo de falar;
Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

Aproveite o seu tempo!!!!!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Hulk


O site G1, do grupo Globo, publica hoje notícia sobre pesquisa a respeito de uma possível explicação biológica para o comportamento sexual (endereço abaixo):

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL602802-5603,00.html

Ontem, fui ver o Incrível Hulk que estreou na última sexta. Hulk é a conseqüência de uma alteração genética causada por exposição a raios gama. O pacífico professor Bruce Banner quando “nervoso” se transforma numa criatura violenta, com força destruidora descomunal, capaz de resistir a armamentos variados do exército, mas que se acalma diante da presença e apelos de sua amada Dra. Elizabeth Ross.

O Hulk, símbolo da criação militar, tal qual Sansão bíblico, perde a força diante do apelo de seu amor.

Os seres vivos, nos ensinaram, são semelhantes a Deus, já que foram criados à sua imagem e semelhança.

A natureza em seus arranjos misteriosos participa desta criação que o ser humano teimosamente tenta interferir. Na ficção esta interferência criou o Hulk. Na vida real, é possível detectar alguns pequenos Hulks que os homens acabaram modificando na medida que continuaram concentrando riquezas e não combatendo a fome, a injustiça, a busca incessante pelo poder.

Se os homossexuais masculinos tem o cérebro mais parecido com o da mulher e as lésbicas com o de homens héteros, o que dizer dos cérebros dos bissexuais?
Discussão bizantina!

O que importa é que os pequenos Hulks continuam soltos e proliferando.


sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sexta-Feira

Sexta-feira, 13. Para supersticiosos, hora de recolhimento e esperar a chegada do dia 14. Como estamos em Junho e o dia é consagrado a Santo Antônio, solteiras, descasadas, viúvas e até as bem casadas (para agradecer), dedicam preces e orações ao "casamenteiro", enquanto disputam o famoso pãozinho. Dia também do início "oficial" das Juninas, com barracas, bandeirinhas, guloseimas, quadrilhas, forrós e foguetórios. Festanças principalmente no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Brasília costuma ter muitas dessas festas. Algumas mais puxadas para o olhar caipira, outras para o forró, mas todas com muitas guloseimas para desespero de muitos fãns das academias.

Minha primeira festa junina foi traumática. Lembro como se fosse hoje. Mãe, fez uma roupa bacana. Colorida, cheia de remendos xadrez na calça comprida, uma camisa no estilo, lenço vermelho no pescoço e um chapéu de palha com bordas gastas. Secretamente, tinha me preparado para ser o padre no casamento preparado pela escola. Ia ser surpresa para a família. Participei dos ensaios e a escola forneceu a "batina" com um remendinho bem discreto na lateral.

Na hora da apresentação, o primeiro trauma. A menina que ia ser a noiva esqueceu o texto. Ficou muda. Começou a chorar e eu não consegui entender o porquê de tanta comoção. O que era para ser uma apresentação "séria" tornou-se um fiasco. Como "padre", decidi que não ia ter mais casamento e dei por encerrada a cerimônia. A professora interrompeu e disse:
- Já que o casamento não sai, vamos pra festa... Quem sabe a noiva se anima.
Como ainda me lembro do sentimento de frustração, imagino que devo ter pensado algo parecido com um "pois vão esperando... não visto mais essa roupa de padre de jeito nenhum".

A hora da quadrilha foi beleza. Tudo muito divertido. Nota 10. Fizemos todos os passos marcados nos ensaios. Minha mãe sorria de orgulho e eu também porque tinha dado tudo certo.

O segundo trauma, não foi bem isso. Tinha a tal da pescaria. Via que todos os colegas que pescavam retiravam brinquedos do mar de serragem que cobria as prendas. Na minha vez, pesquei justamente o brinde mais estranho. Um quepe de marinheiro de tamanho adulto. A impressão era de que o doador devia ter um cabeção danado, pois fiquei com a impressão de que no quepe cabiam duas cabeças iguais a minha.

Hoje, essas lembranças são um tanto hilárias. Eram tempos ingênuos de criança.

Como cantou Caetano: Tempo, tempo, tempo, teempo....


quinta-feira, 12 de junho de 2008

Tudo é possível...

Já que mencionei a “Veja”, algumas palavras.

Até antes de sair do Rio de Janeiro, há coisa de 6 anos, tinha entre meus guardados, o exemplar número 1 da revista. Eram tempos de exceção e mal fora distribuída, acabou recolhida das bancas de jornal. A causa, pela lembrança que tenho, seria a capa de cor vermelha simbolizando a bandeira comunista.

Ao longo dos anos, assim como outros órgãos de imprensa que sofriam os rigores da censura, a revista construiu imagem de seriedade e independência. O relógio correu, os militares voltaram aos quartéis e, passada a onda da nova república, começaram a surgir boatos sobre a saúde financeira do Grupo Abril.

Não faz muito tempo, poucos anos, corre a história de que a referida editora teria admitido como “sócio”, um grupo sul-africano comprometido com idéias ultraconservadoras. O socorro financeiro tinha um preço. A situação financeira do grupo editorial brasileiro e a entrada de capital estrangeiro propiciado com este acordo chegaram a ser motivo de reportagens exibidas em telejornais da Rede Bandeirantes.

Apesar dos desmentidos, o que percebo a partir do término do período de governo de Fernando Henrique é um posicionamento cada vez mais conservador da revista do qual sou assinante há anos. A foto de Barack Obama na capa do exemplar desta semana é exemplar. Nada há de anormal na imagem. Lá está o candidato vitorioso do Partido Democrata americano sorrindo, de cara limpa. Acima da foto o título de uma reportagem, indicando ser falsa a idéia de que os EUA estariam perdendo a hegemonia (o ideal republicano). Quando vi o conjunto, comecei a perceber que havia algo de diferente no sorriso do democrata. O sorriso era semelhante a algum outro. Então lembrei. Se eu colocasse uma tintura por cima da foto, eu estaria de cara com o Coringa, alucinado inimigo do Batman.

Desconheço se houve alguma alteração intencional na foto. É provável que não. É possível que a foto suscite essa semelhança per si. Que a editoria da revista tenha percebido isto e aproveitado o momento para disparar a defesa do ideal republicano.

Nada é impossível.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Óia essa...


Pergunta que não quer calar: Com qual personagem das histórias em quadrinho a foto de Barack Obama na capa da Veja desta semana se parece?

Dica: não é um personagem do Bem.

E pensar que acham que não existe partido republicano no Brasil...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Assim na terra como no céu.

No intervalo do almoço, enquanto lia o jornal de hoje percebi algo que achei interessante. Há uma seção que informa o que chamo de atividades lúdicas ou alternativas, disponiveis sob forma de cursos, palestras e serviços para a população em geral. Pois bem, dos 37 anúncios por assim dizer 36 estavam relacionados a práticas terapeuticas de influência oriental. De práticas de meditação a algo chamado de ventosaterapia.

Comentei com uma amiga. Ela me chamou de preconceituoso. Rimos.

Brasília é uma cidade de contrastes. Ao mesmo tempo que é a Sede do Governo Federal, tem um extenso número de práticas de uma forma ou de outra ligada ao terreno espiritual. Todas convivendo pacíficamente, mas cada uma batalhando por alargar um merecido espaço nos corações e mentes dessa colcha de retalhos cultural chamada Distrito Federal.

Mas... onde está o espaço destinado mais próximo da Terra? Onde estão os cursos de artesanato, de cultura nordestina, mineira, gaucha e paraense? Provavelmente aparecem outro dia no jornal.

Hoje, segunda, o jornal está mais light. O excesso de licenças médicas apresentadas por funcionários do Senado, mereceu apenas uma discreta chamada no final da página principal, sem direito a qualquer texto complementar. Serão eles gazeteiros ou andam mesmo doentes? Algum problema digestivo por excesso de pizza durante a semana?

Até o grande tema de semana passada, a máfia das funerárias, ficou relegado a um pequeno espaço na primeira página. Por outro lado, a grande foto é a de um grande passeio ciclístico pela Paz atravessando a Ponte JK ou popularmente conhecida como "ponte dos remédios" - dizem que o governo passado desviou dinheiro da saúde do DF pra poder completar a obra.

É.. o dia hoje foi light...

domingo, 8 de junho de 2008

Coisa mais linda...

Embedded Video


"Gabriel's Oboe" (Ennio Moricone)

Do filme "A Missão" com Jeremy Irons e Robert DeNiro, um dos mais tocantes temas já compostos para o cinema.
Bom início de semana!

sábado, 7 de junho de 2008

Para pensar...


Recebi de um amigo, indicação de vídeo que acho importante repassar.
O endereço do arquivo é:

http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755

Há uma outra indicação (esta feita por outro amigo):

Video 1
http://br.youtube. com/watch? v=R4oKrj1R91g

Video 2
http://br.youtube.com/watch?v=UqEimwCupsQ&feature=related

É isso por hoje.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Nem tudo que reluz...


Nos noticiários da Internet de hoje, abriu-se espaço para a história da prisão de dois soldados do exército, um deles com o posto de sargento. A prisão ocorreu enquanto participavam de um programa de TV, enquanto concediam entrevista que versava sobre a questão do relacionamento homossexual existente entre ambos, nas fileiras do exército, há 10 anos.


Há algo de espetaculoso no fato. Uma semana após a Parada Gay de SP, onde estimou-se a participação de mais de 3 milhões de pessoas, uma revista semanal de grande circulação coloca a história de ambos como assunto de capa. Na matéria, menciona-se o fato de que um deles corria o risco de prisão por conta de ausências seguidas no quartel onde estavam destacados, a princípio por problemas de saúde. Seria na verdade um ato regimental já que ausências injustificadas são consideradas deserção do serviço, onde está prevista prisão e possível desligamento.

Tenta-se criar um maremoto em um copo d'água. Se por um lado pode-se acusar o exército de perseguir homossexuais em suas fileiras, da mesma forma é factível pensar que esta situação pode ter chegado a este extremo como parte de um plano para que se consiga os tais 15 minutos de fama, como fizeram com Ronaldo (o jogador de futebol), caso contrário, como explicar que apenas após 10 anos de relacionamento, o Exército tenha percebido o relacionamento e tenha resolvido agir?

A "confraternização" entre homens de armas tem antecedentes históricos famosos, inclusive entre antigos samurais. O que na atualidade, por pura sublimação, transformou-se em solidariedade e companheirismo de armas estimulado nos treinamentos de combate, não deixa de ser um tipo de relacionamento, ainda que inicialmente platônico. Por outro lado, quando a questão assume ares de desafio a uma ordem espartana de discrição, onde uma instituição é instada a justificar se tal fato comprometeria o "moral" da tropa, a coisa muda de figura. Seria, assim, uma questão de postura. É como se um diretor vivesse em confraternização com o pessoal da limpeza ao invés de cuidar da própria empresa que cuida do sustento de todos os empregados e familiares (e não apenas dos faxineiros).

Acho que as posturas, composturas e descomposturas tem de ser discutidas. O que não pode é a questão homossexual ser usada como boi de piranha enquanto o resto permanece na obscuridade.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Cerebral


Esta semana, acho que na Época, publicaram artigo sobre uma mulher que consegue se lembrar de tudo o que aconteceu na vida dela, nos mínimos detalhes, desde que completou 14 anos. Uma história surpreendente.

Como seria minha vida se eu tivesse essa capacidade? Não muito boa presumo. Conviver com lembranças boas até que pode ser legal, mas, o que fazer com as ruins?

Pense. Hipotéticamente, alguém que não teve uma vida muito interessante (com uma boa dose de momentos sofríveis) chega aos 50 anos se lembrando de tudo. Se essa pessoa fizer uma projeção de como ela estaria aos 70, provavelmente entraria em profunda depressão e cometeria suicídio amanhã mesmo (pelo menos não conviveria mais com este tormento).

Gosto de pensar que tenho boa memória. Que, seletivamente, consigo me lembrar de bons momentos vividos e, sempre poderei recorrer a estes para melhorar meu astral quando estiver triste. Que, seletivamente, consigo esquecer coisas menores já que as maiores deixaram suas cicatrizes e não tenho como removê-las por agora.

Ah.. como seria bom ter a capacidade de eliminar essas cicatrizes... e, com isto, me permitir a dar uma segunda chance a pessoas que já cruzaram meu caminho só para poder pensar que carecem de fundamento frases tipo "pau que nasce torto não endireita depois".

A realidade é outra. Que pena...

domingo, 1 de junho de 2008

200 anos


Na edição de hoje, o Correio Braziliense comemora 200 anos. No período de 1808 a 1822, Hipólito José da Costa começou a publicar em Londres um periódico que proclamava sua independência dos rigores da censura da corte portuguesa que mantinha a rédeas curtas as publicações que circulavam no Brasil.

Em 1960, Assis Chateaubriand volta a utilizar a marca que permanece até o presente como o principal jornal da capital federal.

Ambas versões do periódico tiveram que lidar com tempos de censura ostensiva do Estado. Na sua fundação, consta que o Correio circulava como contrabando, às escondidas, marginal. Em 1822, quando foi declarada a liberdade de imprensa por D. Pedro I, Hipólito José da Costa deu por terminada sua missão.

O Correio atual, reiniciado na fundação de Brasília, sobreviveu a períodos conturbados de nossa história recente. Passou por Janio, João Goulart, presidentes militares, Tancredo, Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula.

Quando cheguei a Brasília, há seis anos, o Correio tinha uma postura editorial mais independente e questionadora do que a atual. A mudança, atribuo à entrada de Senador Paulo Otávio de orientação neo-liberal nos Diários Associados do Distrito Federal. Coisas da vida...

A história da grande imprensa no nosso país, tem sido ligada ao relacionamento desta com grupos econômicos e ideológicos que buscam defender suas idéias perante a população com maior ou menor sucesso e também com algumas vertentes do poder majoritário.

No período do governo militar, o surgimento e crecimento de uma imprensa alternativa propiciou equilíbrio necessário mesmo diante das "buscas e apreensões" promovidas na fase mais reacionária do regime. Ela contribuiu e muito para o processo de redemocratização.

Não há como negar a importância da imprensa. Mesmo com o advento da Internet, a imprensa tem conseguido manter um de seus objetivos: o de promover a reflexão e o debate sobre os mais diversos temas. O que a Internet tem de imediatismo, o jornal impresso tem de detalhamento.

É prazeiroso ler o jornal na poltrona da sala junto com familiares e conversar sobre os últimos acontecimentos; no banco de uma praça ou de um parque, na areia da praia ou mesmo durante o café da manhã antes de sair para o trabalho.

Ler jornal é muito bom!

sábado, 31 de maio de 2008

Apresentação


Um bom texto normalmente é o resultado de um trabalho meticuloso. Deixar suas idéias num Blog, traz a sensação de que há uma liberalidade maior não apenas em termos gramaticais, mas de assuntos, de interatividade com outras pessoas e até mesmo de gozar do direito de mudar de opinião.

Este palavrório não é diferente de milhares de outros que já existem na Internet. Interessante saber que mesmo sendo apenas mais um, de alguma forma ele pode servir como apoio a pensamentos já correntes ou como oposição a estes. Quem sabe, com isto, ele possa minimamente contribuir para clarear um pouco nossa própria maneira de sentir a vida.