quarta-feira, 2 de julho de 2008

Onde está Wally?


O fumo vicia. O álcool, drogas e seriados da TV também.

Semana passada, o Lei e Ordem – Unidade de Vítimas Especiais exibiu episódio com participação especial de Robin Williams (ótimo ator por sinal). O papel dele era de um cidadão que perdeu esposa num trabalho de parto que complicou por erro médico e, por isso, vingou-se induzindo psicológicamente o médico ao suicídio.

Em determinado momento ele inicia um movimento de rebeldia civil contra a passividade do ser humano diante do sistema. Um movimento pacífico.

A questão da passividade civil diante das instituições e da injustiça é tema recorrente nos mais variados meios de comunicação dirigidos a todas as idades. Ao mesmo tempo em que busca alertar para a questão da passividade, ela lembra que é preciso seguir os trâmites legais. Mas, e quando há imperfeições no sistema? São em momentos como estes, que surgem as pessoas que fazem a diferença; os heróis das fábulas contemporâneas.

Os heróis estão presentes em todas as culturas. Às vezes não possuem as qualidades físicas ou virtudes clássicas (os anti-heróis) do papel clássico, mas um jeito ou de outro deixam sua assinatura no livro do destino de pelo menos uma pessoa.

Na parte final do episódio, um dos policiais é submetido a um teste. Um terrível teste. Ao final do teste, no qual ele se recusa a “torturar” sua parceira, o personagem de Williams parabeniza o policial: - “Parabéns! Você é um ser humano!”.

No Rio, um policial que atua na proteção de uma promotora pública cometeu um excesso que acarretou na morte de um rapaz da alta classe média carioca. Espera-se que o sistema apure os fatos de maneira correta e eficaz.

Recentemente, o excesso veio de membros do exército.

A impressão que fica é de que aos poucos estamos cada vez mais cercados por excessos.

Até quando?

.

Nenhum comentário: