domingo, 1 de junho de 2008

200 anos


Na edição de hoje, o Correio Braziliense comemora 200 anos. No período de 1808 a 1822, Hipólito José da Costa começou a publicar em Londres um periódico que proclamava sua independência dos rigores da censura da corte portuguesa que mantinha a rédeas curtas as publicações que circulavam no Brasil.

Em 1960, Assis Chateaubriand volta a utilizar a marca que permanece até o presente como o principal jornal da capital federal.

Ambas versões do periódico tiveram que lidar com tempos de censura ostensiva do Estado. Na sua fundação, consta que o Correio circulava como contrabando, às escondidas, marginal. Em 1822, quando foi declarada a liberdade de imprensa por D. Pedro I, Hipólito José da Costa deu por terminada sua missão.

O Correio atual, reiniciado na fundação de Brasília, sobreviveu a períodos conturbados de nossa história recente. Passou por Janio, João Goulart, presidentes militares, Tancredo, Sarney, Collor, Fernando Henrique e Lula.

Quando cheguei a Brasília, há seis anos, o Correio tinha uma postura editorial mais independente e questionadora do que a atual. A mudança, atribuo à entrada de Senador Paulo Otávio de orientação neo-liberal nos Diários Associados do Distrito Federal. Coisas da vida...

A história da grande imprensa no nosso país, tem sido ligada ao relacionamento desta com grupos econômicos e ideológicos que buscam defender suas idéias perante a população com maior ou menor sucesso e também com algumas vertentes do poder majoritário.

No período do governo militar, o surgimento e crecimento de uma imprensa alternativa propiciou equilíbrio necessário mesmo diante das "buscas e apreensões" promovidas na fase mais reacionária do regime. Ela contribuiu e muito para o processo de redemocratização.

Não há como negar a importância da imprensa. Mesmo com o advento da Internet, a imprensa tem conseguido manter um de seus objetivos: o de promover a reflexão e o debate sobre os mais diversos temas. O que a Internet tem de imediatismo, o jornal impresso tem de detalhamento.

É prazeiroso ler o jornal na poltrona da sala junto com familiares e conversar sobre os últimos acontecimentos; no banco de uma praça ou de um parque, na areia da praia ou mesmo durante o café da manhã antes de sair para o trabalho.

Ler jornal é muito bom!

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