terça-feira, 29 de julho de 2008

Aviso aos navegantes...

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Crise total.
Os problemas do mundo continuam os mesmos, eu é que ando sem pique pra deixar registros... Espero superar isto em breve...
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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ouvir, sentir, viver..

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Um dos meus pequenos prazeres é ouvir música. Não é fazer música (no sentido literal) ou tocar algum instrumento, mas apenas ouvir. Imagino que herdei isto de meus pais. Quando pequeno ficava fascinado com o som que saía de uma determinada caixa logo depois de um objeto circular preto ser colocado num aparelho. Eram sons bonitos, harmônicos e gostava de quase todos que eram produzidos por aquela caixa misteriosa. Lembro de um que eu não gostava. Era um disco de 10 polegadas de um cantor italiano de nome Luciano Tajoli com músicas italianas. Numa delas, surgiam ruídos parecidos com dois disparos de revolver. Hoje, imagino que deveria ser alguma canção de teor passional, bem ao gosto do machismo italiano da época (década de 1950).
Muito cedo me acostumei com o som de instrumentos latinos provenientes de boleros, tangos, choros, xotes, marchinhas, rumbas, cha-cha-chas. Xavier Cugat, Edmund Ross, Perez Prado, Machito, Românticos de Cuba, Fafá Lemos, Altamiro Carrilho, Pixinguinha. Eram músicas movimentadas, alegres, que ainda me deixam feliz.
Uma variedade de sons, do clássico ao popular, participou de meu dia-a-dia. Houve época que só conseguia estudar, ler ou escrever se estivesse ouvindo alguma música. Pode parecer estranho, mas até mesmo para me concentrar em alguma tarefa, a música era necessária. Cresci mantendo este hábito. Tenho muitos CDs, fitas k-7, discos de vinil, inclusive alguns que eram de meus pais que guardo e ainda ouço de vez e quando.
É ótimo perceber que nossa vida de alguma forma possui ritmos que podem ser comparados a gêneros ou músicas específicas, mesmo em seus aspectos trágicos. A música seria a manifestação de uma quarta dimensão em nossas vidas. Uma dimensão de profundidade e tradução da alma de cada um.
Inté!
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Quixote

Estamos sempre na busca de culpados por nossas tristezas e frustrações. Não é fácil reconhecer e admitir nossa própria participação nestas situações. O que pode estar querendo uma pessoa que vai no Rei do Bacalhau e pede um filé mignon com batatas fritas?


Hoje, quarta-feira, ainda não consegui definir sobre o que escrever no blog. Estes dias tem sido prolíficos em temas e acontecimentos, principalmente quando se trata de ocorrências policiais. Pode parecer cruel, mas no fundo, penso que tudo o que está rolando nos noticiários, tem um pouco de nossa contribuição.


Vivemos num ambiente de democracia. Se o Rio de Janeiro tem um Secretário de Segurança que manda atirar primeiro pra perguntar depois, é preciso reconhecer que quem o colocou no posto foi o governador que teve maioria de votos na última eleição. Se o Senado tenta criar 97 vagas de assessores parlamentares com salários de executivos de empresas, não há como negar que os senadores que fizeram a proposição e quase conseguiram, foram votados pelo povo.


Talvez estejamos um tanto cansados de promessas vãs e, por conta disto, decidimos ignorar nossas aspirações de um mundo melhor.


Até quando?

domingo, 13 de julho de 2008

Coisa de gatos

Embedded Video

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Uma cena para lembrar.. alegre, divertida e sexy... rsrsrs

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Frase do dia

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Se você tem dinheiro, mas uma boa grana, mantenha o Presidente do Tribunal acordado até tarde, que ele te solta.
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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Quo vadis?

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A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (Art. 196 da Constituição Federal).

O Estado tem-se mostrado incompetente no assunto. Insípido na gestão e implantação de ações que atendam o princípio constitucional. O fracasso é justificado por alegações como insuficiência de recursos, utilização indevida dos que existem, falta de empenho político dos administradores municipais, entre outros.

Certa vez, criou-se imposto como forma de solução para chegada de recursos de saúde à população. Apenas pequena parcela deste imposto chegava à ponta carente da cadeia sob forma de serviços. Como resultado, em 2008 tivemos o recrudescimento da Dengue, o retorno triunfal da Febre Amarela à área urbana, a elevação nos índices de mortalidade infantil por infecção hospitalar, de adultos nas filas de transplantes e, por falta de assistência adequada em emergências.

No encerramento do curso de Microbiologia e Imunologia ministrado no segundo ano da minha graduação médica, há exatos 30 anos, Constante Ramos Garcia (o professor) lembrou que a sobrevivência do bicho homem dependia apenas de uma grande doença infecciosa da modernidade que, por acaso não era causada por bactérias ou vírus, mas que tinha poder destruidor muito maior. A causa podia ser descrita por 4 letras, duas vogais e duas consoantes, que juntas são capazes de mostrar o nível de desenvolvimento de uma nação. Ele falava da fome. A fome.

A fome, que devidamente cultivada, deixa a violência, a subserviência, a incapacidade de entendimento do mundo, como sementes espalhadas pelo solo desgastado de uma humanidade que parece ter esquecido como a terra deve ser cuidada, bem arada, de como as sementes são selecionadas e tratadas.

Esse ano tem eleição... alguém se importa?

Espero que sim!
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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Chamando o jurídico!

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O que nos espera quando a idade avança e nos aposentamos?

Minha mãe por exemplo, trabalhou, fez mestrado, trabalhou, aposentou e, com a Medida Provisória 431/2008 teve redução nos vencimentos dela de algo em torno de R$ 1000,00 (hum mil reais), isso, contando com o fabuloso aumento que o governo deu aos funcionários.

O governo federal que diz ser a favor dos trabalhadores mostra suas garras pro pessoal errado. Deveria mostrar pra outros. Tem tanta gente roubando do povo por aí...

Enfim, vamos pro advogado e pros tribunais.

Pode ser que ela não esteja mais aqui se ganhar a causa, mas com certeza a justiça divina vai saber punir os culpados.
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sábado, 5 de julho de 2008

Coisas que valem a pena rever - I

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Cena do Filme Shall We Dance com Richard Gere, Jennifer Lopez e música pelo grupo The Gotan Project.


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

Hermético

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Bom... Considerando acontecimentos atuais, recorri ao Aurélio:

PAPEL

[Do gr. pápyros, pelo lat. papyru e pelo cat. paper.]
S. m.

1. Pasta de matéria fibrosa de origem vegetal, refinada e, quando necessário, branqueada, contendo cola, carga e, às vezes, corantes, a qual se reduz, manual ou mecanicamente, a folhas secas finas e flexíveis, bobinadas ou resmadas, us. para escrever, imprimir, desenhar, embrulhar, limpar e construir.


2. Folha de papel escrita: Este papel é a minuta do requerimento.


3. Parte que cada ator desempenha no teatro, no cinema, na televisão, etc.


4. A personagem representada por um ator: O papel de Hamlet não foi bem interpretado.


5. Atribuição de natureza moral, jurídica, técnica, etc.; desempenho, função: O papel dos pais é apoiar os filhos; "O papel do advogado é.... valorizar os argumentos da causa que lhe foi entregue." (Barbosa Lima Sobrinho, Presença de Alberto Torres, p. 59).


6. Dinheiro em notas.


7. Econ. Qualquer documento (ações, títulos de crédito, etc.), em geral negociável, que representa um valor; título, valor: Este papel está muito valorizado; "Cresce demanda por papéis brasileiros no euromercado." (Gazeta Mercantil, 26.8.1993).


[Pl.: papéis. Cf. papeis, do v. papar.]

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

Não fez.. levou!

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O assunto da manhã foi o jogo.
O Fluminense morreu na praia. Correu, lutou, mas não conseguiu.
Tentando ignorar que o juiz era argentino (até para não ser acusado de xenofobia), a arbitragem cometeu falhas que, em minha opinião, prejudicaram o andamento do jogo.
O time do Fluminense não estava em condições físicas ideais. Era visível a perda de fôlego no final da partida. Teriam gás para a prorrogação?
O time do Fluminense não teve sangue frio suficiente na disputa dos pênaltis. Talvez tenha faltado treinamento em pênaltis como o Parreira e Zagalo sempre se preocuparam em fazer enquanto comandavam a Seleção Brasileira.
Não foi um jogo bonito, afinal era uma final e todos (de ambos os times) estavam nervosos. Mas não dava pra esperar muito mesmo. Se fizessem mais do que fizeram, seria o jogo dos deuses.
A torcida foi irretocável. Vibrou, cantou, empurrou o time e, mesmo no final, ao que parece, chorou com classe.
Futebol tem dessas coisas de paixão. Não dá pra ser diferente.
Parabéns a todos.
Uma vitória assim pede forra!
Jogo é jogo!
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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Onde está Wally?


O fumo vicia. O álcool, drogas e seriados da TV também.

Semana passada, o Lei e Ordem – Unidade de Vítimas Especiais exibiu episódio com participação especial de Robin Williams (ótimo ator por sinal). O papel dele era de um cidadão que perdeu esposa num trabalho de parto que complicou por erro médico e, por isso, vingou-se induzindo psicológicamente o médico ao suicídio.

Em determinado momento ele inicia um movimento de rebeldia civil contra a passividade do ser humano diante do sistema. Um movimento pacífico.

A questão da passividade civil diante das instituições e da injustiça é tema recorrente nos mais variados meios de comunicação dirigidos a todas as idades. Ao mesmo tempo em que busca alertar para a questão da passividade, ela lembra que é preciso seguir os trâmites legais. Mas, e quando há imperfeições no sistema? São em momentos como estes, que surgem as pessoas que fazem a diferença; os heróis das fábulas contemporâneas.

Os heróis estão presentes em todas as culturas. Às vezes não possuem as qualidades físicas ou virtudes clássicas (os anti-heróis) do papel clássico, mas um jeito ou de outro deixam sua assinatura no livro do destino de pelo menos uma pessoa.

Na parte final do episódio, um dos policiais é submetido a um teste. Um terrível teste. Ao final do teste, no qual ele se recusa a “torturar” sua parceira, o personagem de Williams parabeniza o policial: - “Parabéns! Você é um ser humano!”.

No Rio, um policial que atua na proteção de uma promotora pública cometeu um excesso que acarretou na morte de um rapaz da alta classe média carioca. Espera-se que o sistema apure os fatos de maneira correta e eficaz.

Recentemente, o excesso veio de membros do exército.

A impressão que fica é de que aos poucos estamos cada vez mais cercados por excessos.

Até quando?

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Caminho seguro

Dos vários caminhos que estão sendo construídos em torno da questão da AIDS, uma notícia promissora publicada no site da Folha Online:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u417338.shtml

É isto por hoje.