domingo, 23 de novembro de 2008

Há vida em outros planetas?

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Acho que foi em Maio (talvez final de Abril), no ano de 2002, que vi um anúncio nos classificados de jornal oferecendo oportunidade de trabalho para minha área de atuação em Brasília.

Conhecia Brasília de passagem. Meu primeiro contacto com a cidade acho que foi em 1977 (um ano antes ou depois não lembro bem). Minha tia morava na cidade e sofreu um acidente que a impossibilitou de andar por uns tempos. Solteira e morando só me prontifiquei a fazer as vezes de acompanhante.

Achei a cidade linda. O céu, de um azul deslumbrante. A luz solar de um brilho que nunca vira antes. A sensação de espaço era inédita, tanto que na primeira vez que vi a esplanada dos ministérios achei que estava diante de uma cidade do Egito antigo... não por conta da arquitetura dos prédios, mas por conta da planta, da localização, do planejamento. Acho até hoje que Niemeyer e demais engenheiros devem ter sido construtores de cidades e templos na antiguidade.

Estive em Brasília em outras ocasiões. Havia um desejo secreto de viver na cidade, então porque não? Era um lugar diferente de todos os outros que já havia conhecido. Um outro planeta. Mandar meu currículo era o mínimo que podia fazer. Tenho um bom histórico profissional, portanto, lá no fundo sabia que seria selecionado.

Cheguei aqui trazendo apenas roupas e alguns livros (em Julho de 2002). Fiquei durante ano e meio morando num apart-hotel achando que não me adaptaria, quando finalmente resolvi investir em montar um apartamento.

Conheci um bom número de pessoas. Ajudou muito o fato de, ao chegar, ter dois amigos que moravam no Rio e que já tinham vindo para a cidade algum tempo antes. Através deles acabei conhecendo parte da “fauna” local (no bom sentido).

Já se passaram 6 anos e quatro meses. O que mudou de lá para cá? Quais as perspectivas de futuro?

(continua..)
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sábado, 8 de novembro de 2008

Gladiador

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Um bom filme com uma trilha sonora dificil de esquecer...
Aqui, foi feito um remix eletronico com imagem e som que ficou bem feito...
Bom domingo a todos!


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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

História.. Estórias..

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Dia 04 de novembro de 2008. Histórico. Barack Obama é a representação de que os EUA já não são os mesmos. Que além dos branquelos e louros, é país ocupado por representantes de todas as demais raças e culturas. Imagino o choque dos conservadores. Trata-se do maior percentual de comparecimento às urnas desde 1908. Resta saber quanto tempo vai levar para que percebam que o mundo não é apenas deles, mas que pertence a todos.

Em tom de brincadeira nosso Presidente, disse que a vitória de Obama foi tão espetacular, que dava impressão de que ele fosse corintiano... Os rubro-negros devem contestar, afinal o tipo físico do novo presidente americano está mais pra urubu flamenguista do que para gavião da fiel, mas... gosto é gosto...

Enquanto pensava nisto na volta do almoço para o trabalho, na rua, sou parado por uma moça. Apresentou-se como cantora/instrumentista e estava vendendo dois CDs gravados por ela. O acabamento das capas dos CDs era de gráfica. Cobrava R$ 20,00 (vinte reais) por cada um. Não se trata de recusar ajuda a um novo artista, mas achei o preço caro e, o tipo de proposta meio estranha. Você compraria um CD de um artista com músicas de própria autoria que você nunca ouviu falar, sem ao menos ter ouvido amostra do trabalho?

Esta situação me lembra história narrada por Carlos Scliar, artista plástico com quem tive grata oportunidade de conversar algumas vezes. Ele contava que no início, fazia trabalhos e simplesmente os dava para algumas pessoas que para ele seriam chave, que gostassem de sua obra. Essas pessoas tratavam de passar suas impressões para outras. Enfim, a famosa divulgação boca-a-boca. Obviamente os tempos eram outros. Naquele tempo, alguns conceitos e termos nem existiam. No caso da música popular, o caminho para a consagração de músicos eram programas de calouros das rádios. Havia participação do público, que votavam e torciam por seus eleitos.

No Brasil, alternativas de divulgação são restritas. É preciso ter grana! Com a quebra da hegemonia dos esquemas das grandes gravadoras por conta da pirataria dos CDs e do mp3, o caminho mais lógico seria a Internet. O comércio de músicas pela rede tem sido base de sustentação de gravadoras e artistas. Isto é ruim. O mp3 e outros sistemas de compressão não retratam com boa fidelidade o espectro do som. Alguns críticos falam isso do próprio CD. É só ouvir um CD ou um vinil pra sentir a diferença.

O fato é que a ganância das gravadoras propiciou o crescimento da pirataria. Não faz muito tempo, comprar o último CD do seu artista predileto significava o desembolso de R$ 40,00, ou seja, 10% de um salário mínimo!

Foi-se o tempo que vida de artista podia ser traduzida como uma bela valsa vienense de Strauss. Sob esse aspecto, mesmo na época dele e em outras, o que não faltou era artista morrendo à míngua que, entre o feijão e o sonho, havia escolhido o último.

Falar em sonho, o Presidente do Quênia, terra de antepassados recentes de Barack Obama, já disse que a eleição vai aumentar o fluxo turístico para aquele país. Fala sério... O Quênia tem coisa muito mais interessante pra se visitar! O Obama nasceu no Havaí, portanto, é americano e, se for igual aos demais compatriotas, é capaz de achar que o Quênia fica em algum lugar da Floresta Amazônica, ali, ao lado da Índia.
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Gatos...

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Um amigo mandou este filme como colaboração pro blog.
Muito legal.. espero que gostem..
O Zen (gato de uma amiga) é que não vai gostar muito... rsrs


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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Morrer na praia..

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Pois é. O moço correu e ganhou, mas não levou. Não levou o título de campeão da temporada, mas ganhou o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Por 500 metros disse o jornal. Acontecimentos assim costumam gerar pequenas lendas. Segundo um colega de trabalho, “tava tudo combinado”. Pode ser... mas terá sido por uma boa causa, afinal Hamilton como afro-descendente torna-se além do mais jovem, o primeiro representante da raça a conquistar um título mundial do circuito.

Pronto! Lá se vai mais um factóide... ;-)

De fato mesmo, a temporada de Fórmula 1 deste ano pode ser vista como a que a equipe Ferrari mais cometeu erros que acabaram por prejudicar o Felipe. Não era nem para ele ter chegado aonde chegou. Ser o segundo nessas condições é praticamente assumir o papel de herói.

Este final de semana também teve Maratona, desta vez em New York, EUA. Marílson, um brasiliense, ganhou a prova – pela segunda vez. Um feito e tanto que merece ampla comemoração. O jornal fala em grande recuperação, já que a performance do atleta na Olimpíada em Pequim fora um fiasco.

Às vezes, a derrota pode ser transformada no combustível necessário para a vitória na próxima prova. Isso acontece com certa freqüência. Histórias de superação são freqüentes no cinema. É maravilhoso pensar que o ser humano tem as ferramentas necessárias para não se deixar afogar e, os demais, no fracasso. Ainda assim, alguns se entregam. Estes vivenciam a falta de perspectiva de futuro. À ausência de afeto e finalmente, de vida.

Difícil querer saber o que determina uma atitude ou outra. É também uma questão de abandono. O sentir-se abandonado, sozinho, no meio do oceano num bote salva-vidas é praticamente uma sentença de morte em vida. O fundo do poço.

Na falta de um apoio, outros aparecem. Alguns com intenções de oferecer através do uso de drogas, o alívio da dor. Ao vínculo e dependência que se aprofunda cada vez mais, se junta o abandono de si mesmo e finalmente da vida. O caminho da escuridão que, dependendo da profundidade, não tem volta.

Então, morrer na praia é na verdade o momento chave para o repensar. À mágica da recriação, da recolocação de rumo e de reinvenção, se contrapõem os caminhos tortuosos que levam à ausência de futuro. No campo da religiosidade, seria a chance de ressurreição. Na mitologia, o renascimento da Fênix. O contraponto seria a danação de Prometeu, acorrentado a dores eternas pelo roubo do fogo dos deuses para usufruto do homem.

O bom de se reinventar é o resultado. Da reconstrução de casas derrubadas pelo vento, surgem casas reforçadas, com bases mais fortes, prontas para novas "reformas" que poderão ocorrer, afinal, falamos de vida. Entregar os pontos é o nada, o limbo.

No final, é uma questão de arbítrio.
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sábado, 1 de novembro de 2008

Paul Simon e Olodum

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Paul Simon, ex-parceiro do Art Garfunkel, gravou um album com participação do Olodum..

Uma das músicas, The Obvious Child, foi sucesso internacional, graças ao som do grupo brasileiro.

Aqui, temos uma apresentação de Paul Simon com parte do grupo Olodum no Central Park em New York ocorrida em 1991.

Adoro este som!
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