domingo, 12 de março de 2017

Sereias


Hoje copiei um LP de 1951 com uma gravação dos Noturnos de Debussy regidos por Leopold Stokowsky. Foi trabalhoso mas o disco estava em relativas boas condições e isso ajudou.

Não me lembro de quando ouvi esta obra pela primeira vez mas o encantamento pela música dedicada às Sereias foi certeiro.

Me decidi a fazer este trabalho porque vasculhando meus escritos encontrei rascunhos de uma história que criei sobre estes seres encantados enquanto participava de um curso de roteiros para TV ministrado por Luiz Carlos Maciel na CAL - Laranjeiras, RJ, há um bom tempo (TV Manchete ainda existia..rsrs).

Foi uma situação engraçada. Enquanto os demais colegas do cursos pensavam em histórias típicas de novelas da época, estava lá querendo desenvolver uma história completamente maluca sobre Sereias.

Enfim, não cheguei a completar o curso (morava na zona norte e dependia de ônibus para ir e voltar) mas me senti lisonjeado ao ver que a Manchete pouco tempo depois lançou uma série sobre o tema dirigida por Jaime Monjardim.

Talvez eu devesse ter insistido em escrever roteiros... rsrs

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domingo, 5 de março de 2017

Música e Filmes


Minha infância não foi recheada de estripulias com a garotada da vizinhança. Meu pai não queria me ver misturado à molecada, ou seja, só ia à rua para frequentar as aulas na escola ou sair com ele ou acompanhado de mãe ou ambos. A casa tinha um grande quintal na parte da frente onde brincava com minha imaginação.

Pai gostava de cinema e música. Comprava discos, aparelhos de som e até possuía um projetor de filmes 16 mm que alugava nos finais de semana (a maioria da +20th Century Fox ). Sobre isto contarei em outra oportunidade.

No quesito música porém, era tudo muito diversificado mas com um direcionamento maior para a clássicos, instrumentais e jazz. Não era uma discoteca grande. Muita coisa se perdeu no tempo (principalmente os de 78 rpm), mas tento preservar o que restou.

Com o advento da internet e consequente acesso a aplicativos diversos, comecei a transferir alguns trabalhos que pretendo colocar por aqui como forma de preservar algo da sonoridade que permeou minha infância, juventude e maturidade.

Uma das primeiras lembranças, é o solo de violino da peça de Rimsky-Korsakov, Scheherazade. A gravação, de 1956, trazia a Orquestra Sinfônica de Berlim, conduzida por Karl Rucht. A melodia, a partir de uma explicação meio que simplória recebida, me teletransportou para o imaginário das histórias de 1001 noites que via nas aventuras de Simbad de filmes da sessão da tarde na TV. Um deleite.

A gravação, sob ouvidos críticos pode não ser a melhor interpretação da peça composta por Korsakov, mas creio que ainda é possível sentir o ritmo da aventura, a cadência do romance a beleza do clima das 1001 noites.

Espero que gostem...