quinta-feira, 25 de dezembro de 2008


Feliz Natal!!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma lenda moderna...

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Zapeando pelos canais de filme me deparei com um filme do diretor Giuseppe Tornatore. Um filme realizado há 10 anos. Segundo sei, trata-se do primeiro dele falado em inglês com artistas americanos. Chama-se The Legend of 1900, também conhecido como A Lenda do Pianista que Viveu no Mar. Trilha composta por Ennio Moricone.

Tal como acontece em Cinema Paradiso (outro filme do diretor e, talvez o mais famoso por aqui), A Lenda.. é pura poesia. Emocionante sem ser piegas, possui trilha que disputa o papel principal com os atores que nele participam. É quase possível dizer que um não sobrevive sem o outro.


O filme não foi lançado em DVD no Brasil ao que parece. Mas está disponível no Amazon.com e pode ser encontrado via  arquivo torrent. Eventualmente é exibido nos canais de filmes por assinatura mas numa versão mais enxuta de 123 minutos (a versão estendida tem 40 minutos a mais).


A historia é em torno da vida de um pianista que foi encontrado abandonado enquanto ainda bebê num navio de passageiros e foi criado pela tripulação. Ele nunca pisou em terra firme. Aprendeu a tocar por si mesmo e expressava  seus sentimentos através da música.


A cena é a descrição do momento em que enquanto grava o que seria o primeiro disco, ele vislumbra pela janela do navio sua primeira e única musa. A música que ele deixa fluir de si quando a vê pela primeira vez é de uma delicadeza que somente Ennio Moricone saberia traduzir.


É puro devaneio.. Acreditem, é um filme que vale a pena fazer esforço para assistir.



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domingo, 14 de dezembro de 2008

Revolution

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Aos 66 anos, Paul McCartney diz que foi o responsável pela politização do conjunto The Beatles. No artigo que comenta entrevista dada pelo artista para a revista britânica “Prospect” a ser publicada em Janeiro de 2009, é reproduzida uma afirmação do ex-beatle dizendo que convenceu Lennon a se opor à Guerra do Vietnã em 1968, quando a banda de Liverpool gravou a música "Revolution". Há controvérsias.

Os Beatles surgem no meio da onda criada pelo “rock n’roll” proveniente da década de 1950. Um “rock” com ritmo e guitarras elétricas tocado por artistas que usavam terno e gravata de início mas que foi conquistando a liberdade de ser. Quando os Beatles surgem no cenário eles ainda usam terninhos. Os Rolling Stones também.

A chamada revolução nos costumes surge dentro do movimento de modernização tecnológica propiciado pelo capital. Arrisco dizer que a TV foi um dos pilares desse processo. O rádio embora dinâmico, não tinha a força hipnótica da TV que ilustrava com imagens o que era falado, debatido, cantado e dançado.

A reconstrução do mundo a partir do término da II Guerra, passa pelas disputas territoriais entre capitalismo e socialismo, afinadas com a necessidade de recuperar, manter investimentos e em funcionamento uma indústria bélica que iria a falência. Guerra da Coréia, Vietnam, Cuba, Guerra Fria.

As famílias americanas, européias e de algumas outras partes estavam traumatizadas com o fim da guerra, tinham de lidar com início de outra. Ficou para os filhos o papel de contestar, já que aos pais cabiam o papel de mantenedores da célula social.

Esta revolução social que culminou com o movimento “hippie” em meados dos anos 1960, veio como um rolo compressor e, de uma certa forma, ainda gera conseqüências. O “rap” e o “hip-hop” estão aí para quem precisar de comprovação.

Paul McCartney está errado. A politização dos Beatles e dos demais grupos e artistas é resultado de forças muito maiores. Sob esse aspecto, John Lennon teve mais sensibilidade e atitude, tanto que foi embora mais cedo.

Esse Paul...
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Drops

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E o Vasco foi para o segundo grupo...

Há muitos trabalhos que se propoem a analisar os sucessos e fracassos de empresas nos mais variados setores da economia. O esporte é um deles. E o futebol, como um dos mais populares no ocidente, movimenta bilhões.

Não sou torcedor do Vasco e nem mesmo um "expert" nas questões que envolvem administração de entidades desportivas, mas, como administrador eu ficaria curioso em estudar o caso do São Paulo. Evidente que as soluções a serem aplicadas não podem ser as mesmas, mas é preciso modernizar, desembaraçar, erradicar o atrazo e evoluir.

No caso de uma empresa cujos resultados tem sido desastrosos, a mudança implica na participação de todos, do faxineiro ao corpo diretor. É uma questão de sobrevivência!

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Cariocas perdem amigos mas nunca uma boa oportunidade... esta eu acabei de receber:

Novos patrocinadores do Vasco da Gama:

a) Rayovac: para acender a lanterninha.
b) Philco: para melhorar a imagem.
c) Volkswagen: para aprender a fazer gol.
d) Toyota: para sair da lama.
e) Igreja Universal: porque só Deus salva.
f) Vale do Rio Doce: porque só leva ferro.
g) Nestlé: só toma chocolate.

Você sabe por que os vascainos não podem ler o jornal "O Globo"aos domingo?
R: Porque domingo é dia de classificados.

É... a coisa está feia.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Adagio

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A música ficou popular a partir da memorável cena em que William Dafoe no filme Platoon é atingido por balas inimigas, mas ela já era conhecida por conta de sua beleza e transcendência.

A versão aqui apresentada é pela Orquestra da BBC regida por Leonard Slatkin em transmissão ao vivo do Albert Hall em Londres no dia 15 de Setembro de 2001, 4 dias após o fatídico atentado ao World Trade Center em New York.

Momento especial para reflexão...
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domingo, 7 de dezembro de 2008

Planetas, sistemas e cometas...

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Por mais que alguns teóricos insistam, ninguém tem idéia do tamanho do Universo. Sabe-se que o gigantismo dele permite e existência de estrelas bem maiores que o nosso Sol, de sistemas igualmente grandes com planetas, buracos-negros e uma série de corpos celestes (cometas, etc).

Certa vez li um texto, destes que são distribuídos pela Internet, cujo tema era amizade e como ela se insere em nossas vidas. O texto utilizava-se do simbolismo da astronomia e astrofísica para explicar as etapas de nossa existência e reservava à questão das amizades a representação de um cometa. Portanto, dentro das possíveis classes de amizade, uma delas seria passageira, como um cometa.

Minha vida como a de muita gente, portanto, está repleta de cometas. Os cometas do bem, passam pela nossa vida e deixam a imagem bonita de sua passagem que normalmente relacionam-se a breve aparição de luzes no céu que ficarão registradas em nossa memória. Os demais, estariam ligados a ocorrências pertrurbadoras, negativas e que deixam cicatrizes.

Pode-se dizer que por conta da altitude, Brasília, então mais próxima do céu, está sujeita a uma maior aparição de cometas. Nestes anos que vivo na cidade, tive oportunidade de confirmar isto. Na verdade, embora já possua uma boa base populacional, percebe-se que a população local vivencia uma experiência única de vida em universos paralelos. O outro estaria ligado a uma população flutuante sujeita a "mudanças solares" em intervalos de 4, 6 ou 8 anos.

Por conta disso, as relações a princípio são superficiais de início. Até que se tenha certeza de que a pessoa vai ficar de verdade na cidade, todo e qualquer investimento afetivo é solenemente protegido.

Tenho um exemplo pessoal a respeito. Uma pessoa que se dizia amiga desde que cheguei, que me enchia de elogios, ao saber de meu desligamento do trabalho e possível retorno ao Rio, não foi capaz de dar uma telefonema para perguntar se estou bem ou se preciso de algo.

Não sou santo. Posso imaginar que em algum momento eu tenha decepcionado esta pessoa. Provavelmente porém, nunca vou saber o que teria sido pois tudo sempre permaneceu escondido, protegido, evitando-se talvez um desgaste afetivo maior.

Tudo o que foi vivenciado até aqui, seguirá enfim o curso do rio e certamente vai desembocar e permanecer no meu mar de lembranças.

Os cometas, por sua vez, continuarão cortando o céu com suas cores e luzes...
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